RECREIO DO INFINITO
December 27, 2005
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Acrílico, água, ar e luz sobre tela, 60 x 70 cm.
Autorizado a divulgação da imagem.
Para aquisição, contactar migueldhera@netcabo.pt
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Acrílico, água, ar e luz sobre tela, 60 x 70 cm.
Autorizado a divulgação da imagem.
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Caro amigo Ângelo :
A poesia é o veículo que nos transporta ao belo. A música é a inebriação na viagem. A pintura é a iluminação do caminho. O meu querido amigo tem todos estes meios para se sentir feliz.
Bem haja, pela embriagadora paz que transmite no devaneio das suas calmas viagens.
Receba o carinho e o beijo da Margarida e a admiração e o abraço do Humberto Soares Santa
Comment by Humberto Soares Santa — January 2, 2006 @ 12:34 pm
‘UTILE DULCI’
(juntar) o útil ao agradável
IMPRESSÕES LIBERTÁRIAS SOBRE O QUADRO MAIS ERÓTICO E SEXUAL (NÃO CONFUNDIR COM SENSUAL) QUE JÁ VI
«recreio-do-infinito»
de Miguel d´Hera
À grande Miguel!!!
Não sei porquê mas gosto do teu trabalho pictórico. És grande e entusiasmaste, rico e apelativo, movimentado e heterodoxo. Agarras-me, puxando-me violentamente para a tela, onde me espera a tortura da cor e a agonia embriagada da alma filosófica, para não falar da dureza da técnica e da indecência temática e finalmente deixas-me emergir renascido e puro, como que vivificado policromaticamente e transcendente sem saber porquê.
Na idade média a tua «feitiçaria» sofreria a pena da fogueira, no estado novo e nas ditaduras as agruras da discriminação e prisão política por seres um «perigoso degenerado», nesta sociedade apocalipticamente globalizada e vegetativa de intervenção e personalidade colhes o mais duro castigo de toda a eternidade, a indiferença.
Devias enlouquecer, cortar uma (ou até as duas) orelhas, pagares uns jantares aos críticos e lideres de opinião, enfim aos importantes do ramo, enquanto ‘comias e lambias as ratas’ das respectivas mulheres e amantes, se (provavelmente) os gajos forem panascas, lamento mas não sei o que te aconselhar, mas deve ter que ser com as mães e as irmãs, ou em último caso apresentar esses iluminados aos rapazes das boys-bands e ficará tudo dentro do mesmo grupo de preferências sexuais, sim sim, porque não é correcto descriminar ninguém pela sua preferência sexual, portanto de alguém quer ‘calcar o cagalhão’ ou ‘disputar o vibrador com outra fulana’ não há como pensar que não são a vanguarda cultural! Enfim, tem é cuidado para não te modernizares durante o processo, mas «tens que fazer algo JÁ para que te tenham na consideração que mereces, porque depois de morreres não beneficiarás grandemente do conforto do reconhecimento…»
(disse-me o director literário da minha editora, um rato de escritório com ar de fuinha, mas boa pessoa e amigo decente)
—————————caralhadas e outras merdas indecentes, felizmente cortadas——————————————–
«recreio-do-infinito» desperta-me uma tesão inacreditável e infinita! Sacana sortudo, o que eu gostaria de conhecer o modelo que pintaste e como gostaria de tornar a sua pose muito mais orgástica e prazenteira. Imortalizaria ainda hoje a humana-mulher, como tu a imortalizaste no amanhã daquele objecto-tela, com talento, trabalho, desejo e muita ‘pica’. Provavelmente morrer-me-ia nos braços alcançando a eternidade por ‘intensidade de prazer’, já estando registada para a posteridade no teu trabalho. Duplo gozo, múltiplo prazer.
Em «recreio-do-infinito» aquela magnifica vagina mítica e aquele inesquecível cú metafísico, transformando-se como por toque de magia, num fabuloso par de seios assombrosamente erectos e lascivos, conforme se progride ritualmente na exploração da tela, embriagados na vertigem da cor e na sedução do movimento, como que mordiscando carinhosamente um clitóris para os homens ou (imagino) um testículo para as mulheres, sem a humana percepção-limitação, mas deidificados no sublime, é o visto dos escolhidos-videntes para os novos Olimpo, paraísos de deuses com Internet e sexo-a-pedido sem limites. É isso que representas aqui. É essa/esta a tua obra. É essa/esta a essência dos gloriosos filhos dos gigantes que ‘da lei da morte se libertaram’ e que aqui reproduziste alcançando. Grande e imortal Miguel d’Hera, César Augusto, filho dilecto de deus.
Um último desabafo, fosse eu imortal e eternizava-me neste «recreio-do-infinito» habitando-o.
Valmont.vx
PROXENETISMO & OUTRAS FATALIDADES ADULTERINAS, LDA.
Comment by Administrator — January 7, 2006 @ 3:45 pm